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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Serigrafia popularmente chamada de Silk-screen !

Serigrafia ou silk-screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada, pela pressão de um rodo, através de uma tela preparada, normalmente de seda ou nailon. A tela é esticada em um bastidor de madeira ou aço.

O processo pode ser utilizado para impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores.

Também pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).Muitas aplicações industriais são viabilizadas pelo uso do processo de serigrafia. Com o desenvolvimento de equipamentos e suprimentos serigráficos, além da utilização do computador, atualmente é possível obter impressões com grande fidelidade em relação à matriz.
fonte:WIKIPEDIA

tela ainda sem uso      colocando a tinta     imprimindo

acabada a impressao     o resultado final
Flickr cicciostoky


Serigrafia Artistica

Na tradição artística Ocidental a obra gráfica original pode encontrar-se, de forma rica e expressiva, em autores como Albrecht Dürer, Goya, Rembrandt e em alguns notáveis contemporâneos, tais como Matisse, Picasso, Dali, Miró e Tápies...

Cada um destes criadores, a seu tempo, utilizou técnicas várias, que hoje englobamos na esfera conceptual de obra gráfica: várias modalidades de gravura, litografia e, para os autores mais actuais, a serigrafia.
A realização das obras implica não apenas a intervenção directa do autor em várias fases de processo criativo como ainda o controlo qualitativo dos exemplares e sua autenticação final, por forma a garantir tanto a autoria como o carácter restrito e irrepetível das edições.

Deste modo, cada exemplar será assinado e numerado segundo uma ordem progressiva que irá de 1 até ao número total da tiragem (1/150, 2/150, ......150/150).

No procedimento comum de numeração a expressão 7/200, por exemplo, indicará que o exemplar respectivo é o sétimo de uma tiragem limite de 200.

Convém notar que esta sequência numérica não significa qualquer diferença de valor ou de ordem de tiragem.

fonte: www.cps.pt

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Testando uma impressora offset


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Escrito por Antônio Paulo Rodrigues Fernandez   
  
Saiba quais são os testes que podem ajudá-lo a melhor avaliar uma impressora offset usada, no momento da aquisição.

Figura 1
No momento da compra de uma impressora usada, o gráfico precisa contar com algum método para checar se o equipamento se encontra em bom estado de conservação. Um teste de impressão não pode ser fei­to com qualquer tipo de imagem. Para que even­tuais problemas possam ser evi­den­cia­dos, é indispensável que o teste seja fei­to com uma imagem adequada a esse tipo de diag­nós­ti­co, caso contrário de­fei­tos mecânicos podem ser “disfarçados”, mesmo que sem a intenção do vendedor. É importante lembrar que os testes descritos neste artigo não oferecem garantia absoluta de que o equipamento está nas melhores condições.
A impressão de um teste não dispensa a análise dir
Figura 2
eta, mi­nu­cio­sa, de um mecânico ex­pe­rien­te em máquinas gráficas. Esse pro­fis­sio­nal deve ins­pe­cio­nar detalhadamente engrenagens, man­cais e ei­xos, analisando folgas, desgastes, trincas etc. Deve também verificar a superfície de cada um dos cilindros impressores bem como os ­anéis ­guias, quando for o caso. O mecânico deverá, também, checar os rolamentos dos sistemas de tintagem e molhagem, bem como os diâ­me­tros e dureza dos rolos, sempre tomando como referência as especificações do fabricante da máquina. Também devem ser verificados os sistemas de alimentação, mar­gea­ção e saí­da.

A seguir, descrevemos testes simples e o que pode ser verificado em cada caso. Chapado seco
A simples impressão de um chapado pode revelar manchas localizadas. Se forem cau­sa­das por blanqueta ou calços amassados (figura 1), a solução é simples. No entanto, se após a subs­ti­tui­ção desses itens as manchas persistirem (figura 2), pode se tratar do cilindro impressor ou do porta-​blanqueta amassado e mal res­tau­ra­do.

O chapado seco também au­xi­lia a verificar a dis­tri­bui­ção de tinta na direção pinça/contrapinça. Toda impressora apresenta um pou­co de irregularidade de ti
Figura 3
ntagem. A análise do teste, vi­sual e com o au­xí­lio de um densitômetro, permite ao impressor identificar onde há mais e menos tinta em função da condição mecânica do equipamento. Se a diferença for exagerada, o teste pode revelar um de­fei­to da máquina não acei­tá­vel (figura 3).

Área contínua a 75%. Trata-​se da impressão da área total, com uma retícula uniforme, de 75%, ponto quadrado, com uma li­nea­tu­ra entre 150 lpi e 200 lpi (figura 4). Esse tipo de imagem é mui­to sensível a qualquer tipo de irregularidade mecânica. A análise vi­sual desse teste pode revelar:
  • Irregularidade nos calços (calços amassados)
  • Desgastes ou falha de usinagem na superfície dos cilindros impressores
    Figura 4
  • Desgaste ou falhas de con­ti­nui­da­de nos ­anéis ­guias
  • Irregularidades na borracha dos rolos de tinta ou de molha (excentricidade, convexidade, concavidades e va­ria­ção de dureza).
  • Irregularidades nos ei­xos e batentes de ­apoio dos rolos de molha e tintagem (torção, formação de curva, trepidação e engripamento de rolamentos)
  • Falta ou excesso de folga entre as rodas dentadas, dentes ava­ria­dos
  • Im­per­fei­ções em ei­xos, man­cais e rolamentos
  • Problemas no transporte das folhas
Figura 5
A figura 5 mostra manchas conhecidas como “marcas de per­sia­na”, que podem de­nun­ciar pou­ca folga entre os dentes das engrenagens. Esse problema mecânico pode ser cau­sa­do pelo desgaste excessivo dos ­anéis ­guias. Outra cau­sa frequente das “marcas de per­sia­na” pode ser vibrações nas engrenagens, resultado de excesso de pressão ou do uso de menos calços na blanqueta do que o recomendado.

Figura 6
Pode ocorrer de um dos rolos tintadores estar marcado ou desregulado de tal forma que durante o processo de impressão o mesmo bate na borda do fim do vão do cilindro portachapas, cau­san­do manchas de impressão, as ­quais tendem a mudar li­gei­ra­men­te de posição a cada giro do cilindro (figura 6).
Duplagem dos pontos pode transformar a área de 75% num chapado (figura 7). Lembramos, no entanto, que duplagem é diferente do ganho de ponto cau­sa­do por excesso de tinta ou de pressão. A análise com um conta-​fios permite ao impressor di­fe­ren­ciar os dois fenômenos.
Figura 7
Grafismo fantasma
Permite verificar:
  • Falhas na inter-​relação dos sistemas de molhagem e tintagem
  • Regulagens de pressão dos rolos de tintagem e molhagem
  • Even­tuais falhas de dis­tri­bui­ção de tinta
  • Capacidade do equipamento de eliminar manchas de impressão
A figura 8 ilustra o “grafismo fantasma” impresso em condições ­ideais.
Falhas de regulagem do sistema de molhagem ou tintagem; rolos com diâ­me­tros in­fe­rio­res ao especificado pelo fabricante ou, ain­da, rolos com dureza fora do padrão podem cau­sar manchas na re­gião do “grafismo fantasma”, como mostra a figura 9.

Figura 9
Figura 8





Milimetrado
Possibilita verificar a condição de registro entre unidades de impressão. Numa impressora monocolor pode-​se observar o esquadrejamento das folhas durante a impressão (figura 10).
Falhas no transporte das folhas entre as unidades podem provocar problemas de registro e duplagem. As linhas do milimetrado que de­ve­riam, em condições ­ideais, se sobreporem per­fei­ta­men­te nas duas unidades, se apresentarão como mostrado na figura 11. O papel a ser usado nos testes descritos aqui devem ser, de preferência, o cou­ché brilho de 90 g/m² a 120 g/m². As melhores cores para impressão: cyan para o chapado seco, preto para a área de 75%, e magenta para o “grafismo fantasma”. Já no teste com milimetrado deve-​se usar tintas diferentes em cada unidade impressora.
Figura 11

Figura 10







O engenheiro Antonio Paulo Rodrigues Fernandez é técnico de Ensino da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

domingo, 2 de outubro de 2011

Como funciona a impressão offset (continuação)

Acabamento

O acabamento é onde o produto impresso é finalizado. Os enormes rolos de papel, agora impressos, são cortados e agrupados na ordem correta das páginas para serem unidos com grampos ou cola. No caso da How Stuff Works Express, uma máquina chamada de "grampeador" agrupa os papéis impressos e dobrados (os cadernos de impressão) e os mantém assim para que os grampos sejam inseridos.



O "grampeador" agrupa, monta e grampeia as revistas antes delas serem mandadas para o acabamento final. Essa linha de montagem de 14 unidades pode processar até 9 mil livros por hora!

Os componentes finais de uma máquina grampeadora são as facas, que cortam o papel deixando-o no tamanho final de entrega. O produto então está pronto para ser enviado ao destino final.

sábado, 1 de outubro de 2011

Como funciona a impressão offset

O processo criativo

Toda impressão começa com o processo criativo. Escritores, editores, designers gráficos e artistas são o primeiro passo na criação de revistas, jornais, folders, flyers, catálogos e outros materiais impressos. A equipe criativa da How Stuff Works Express inicia o trabalho meses antes da data de publicação de cada edição. Os tópicos dos artigos são definidos e os escritores designados. Regras específicas sobre o tamanho dos textos e a aposta em recursos gráficos mantêm os artigos curtos, informativos e interessantes. Os editores ajudam a manter o foco e o processo em constante avanço.
Uma vez desenvolvido o texto, as figuras são criadas. Praticamente todas as ilustrações são desenvolvidas exclusivamente para a How Stuff Works Express. Muitas teleconferências entre o autor, o ilustrador e o diretor de criação conduzem o trabalho do desenho conceitual à arte final.


Desenho conceitual de uma máquina do tempo a lápis


Desenho final colorido
Quando um artigo é escrito, arte-finalizado e aprovado, cada parte é enviada eletronicamente para o diretor de criação, que desenvolverá o layout. Ele determinará em que página uma história irá aparecer, onde a arte ficará em relação ao texto e, em algumas publicações, onde ficará a publicidade. Freqüentemente, existem decisões difíceis a serem tomadas sobre a melhor maneira de encaixar o texto e as ilustrações em um espaço tão limitado. Como na criação de um filme, parte do material acaba sendo inutilizada.

Por fim, após o layout de cada página ter sido finalizado, editado e revisado, um arquivo digital do documento inteiro é criado para ser enviado à gráfica. Para isso, normalmente grava-se um CD, mas também podem ser usados arquivos Zip, ou File Transfer Protocol (FTP - Protocolo de Transferência de Arquivos). 



Capa da How Stuff Works Express em arquivo digital para a gráfica

O processo de impressão

São nove os mais importantes processos de impressão: litografia offset, gravura, termografiareprografia, impressão digital, impressão tipográfica, tela, flexografia e rotogravura. Praticamente todas as gráficas comerciais utilizam a litografia offset, mas a qualidade final do produto deve-se normalmente ao direcionamento, experiência e equipamento que a gráfica possui.
A litografia offset é baseada no princípio de que tinta e água não se misturam. As imagens (palavras e ilustrações) são colocadas em chapas (veja a próxima seção para saber mais) que são umedecidas em água e depois em tinta. A tinta adere à área da imagem e a água à área sem imagem. A imagem é então transferida a uma placa de borracha e dela para um papel. Por isso, esse processo é chamado "offset" (fora de lugar), uma vez que a imagem não passa direto da chapa para o papel como acontece na impressão de gravura.

Produção de pré-impressão

Antes de poder ser impresso, o documento deve ser convertido em filmes e chapas. No caso da How Stuff Works Express, os filmes negativos são criados a partir de arquivos digitais. As imagens dos negativos são transferidas para chapas de impressão de uma maneira muito semelhante a qual as fotos são reveladas: permite-se que uma quantidade específica de luz passe pelos negativos para expor a chapa que, exposta à luz, sofre uma reação química que faz com que uma camada que aceita tinta seja ativada. Isso resulta na transferência da imagem do negativo para a chapa.

Os negativos com cor são colocados lado a lado para cada página


Uma cópia em tinta azul é criada a partir dos negativos lado a lado e  utilizada para verificar a posição da imagem antes da impressão
Há vários tipos de materiais que podem ser usados como chapas, como por exemplo o papel, que resulta em um produto de qualidade inferior, e o alumínio, que é o melhor, porém o mais caro.
Cada cor possui uma chapa individual. Mesmo que várias cores estejam presentes no produto finalizado, apenas o preto, o azul, o vermelho e o amarelo cores são utilizados. Esse processo também pode ser chamado de "processo de impressão de quatro cores", algo parecido com o processo de três cores utilizado na televisão.


O olho humano combina quatro pontos de cores individuais em uma única cor



A impressão

O processo de impressão usado para imprimir a How Stuff Works Express é chamado de litografia offset rotativa. O papel é alimentado pela prensa à medida que é puxado de um rolo em um fluxo contínuo. Cada rolo chega a pesar 1 tonelada. O papel é cortado no tamanho correto após a impressão. A litografia offset também pode ser feita com papel já cortado em prensas alimentadas por folhas soltas. Prensas rotativas imprimem em velocidades muito altas e utilizam folhas de papel de tamanho grande. A velocidade das prensas chega a atingir 50.000 impressões por hora. Uma impressão equivale a uma folha de prensa inteira (96,52 cm x 41,91 cm), o que representa 12 páginas da How Stuff Works Express.


Sistema de alimentação de papel da prensa rotativa mostrando o rolo duplo, momentos antes da união do rolo menor (embaixo) com o rolo maior. Cada rolo pesa aproximadamente 1 tonelada e é suficiente para gerar 9 mil impressões (72 mil páginas impressas).
Mesmo que um rolo de papel de 1 tonelada acabe, a prensa não pára de girar. Os rolos podem ser unidos enquanto a prensa está ligada através de festoons. Festoons são uma série de cilindros que se estendem ao longo de uma torre. Momentos antes da junção de dois rolos, os festoons sobem na torre, puxando grandes quantidades de papel. No momento em que a junção ocorre, os rolos de papel param de girar por uma fração de segundo, que é quando os rolos são presos um ao outro automaticamente. À medida que o novo rolo ganha velocidade, os festoons começam a sair da torre a uma taxa pré-determinada pela velocidade na qual a prensa está operando.


Festoons são uma série de cilindros usados para ajustar a tensão antes e depois da junção de um rolo de papel pequeno e rápido com um rolo grande
A prensa tem de manter um balanço constante entre a força requerida para avançar o papel e a quantidade de contra pressão (resistência), que permite que o papel se mantenha firme e plano enquanto passa pelo equipamento.
O processo de tintagemTinta e água não se misturam: esse é o princípio fundamental da litografia offset. A tinta é distribuída nas chapas por uma série de cilindros. Na prensa, as chapas são umedecidas por cilindros de água e então por cilindros de tinta. Os cilindros distribuem a tinta da fonte respectiva para as chapas.
A área da chapa com imagem recebe a tinta dos cilindros de tinta. Os cilindros de água mantêm a tinta fora das áreas da chapa sem imagem. Cada chapa então transfere sua imagem para uma placa de borracha que, por sua vez, transfere a imagem para o papel. A chapa em si não chega a tocar o papel, daí o termo litografia "offset" (fora de lugar). Tudo isso ocorre a uma velocidade extremamente alta.


Close dos cilindros. A série superior de cilindros transfere a tinta amarela para a placa de borracha (o último embaixo) e dela para o papel que passa horizontalmente sob a placa.
O papel fica ligeiramente molhado devido a toda tinta e água aplicadas. Evidentemente, existe um risco da impressão ficar borrada, o que é evitado pela passagem do papel em um forno a gás cuja temperatura interna fica entre 170º e 200ºC.


O papel é rodado em um forno a aproximadamente 190º C. Isso seca a tinta de forma que ela não possa borrar.
Imediatamente após deixar o forno, o papel passa por uma pequena série de grandes cilindros metálicos pelos quais flui internamente água refrigerada. Esses cilindros de resfriamento esfriam o papel instantaneamente e fixam a tinta no papel. Se isso não fosse feito, a tinta sairia facilmente.
Controle de cor e registroO controle de cor e registro é um processo auxiliado pelo uso de computadores. O registro é o alinhamento das chapas de impressão à medida que elas aplicam suas respectivas porções de cor na imagem que está sendo impressa. Se as chapas não estiverem alinhadas perfeitamente a imagem aparecerá fora de foco e a cor ficará errada. Um computador analisa uma imagem de vídeo da marca de registro que foi colocada na folha de impressão. Cada chapa possui sua própria marca. O computador lê cada uma dessas marcas e faz os ajustes de posição de cada chapa, de forma a atingir um perfeito alinhamento. Tudo isso ocorre várias vezes por segundo, enquanto a prensa está rodando no máximo da sua velocidade.


O RCS (Register Control System - Sistema de Controle do Registro) fornece ajustes constantes à prensa. O computador funciona com uma luz estroboscópica e uma câmera de vídeo para processar as informações de registro de cor constantemente. Ajustes incrivelmente pequenos, medidos em milésimos de centímetro, são feitos aos cilindros de cor para garantido o registro correto.
Controle de cor é um processo que envolve a maneira na qual as tintas são misturadas e fixadas ao registro da chapa. A quantidade de tinta que é liberada em uma unidade depende de quanta tinta é necessária para alcançar uma determinada cor. A tinta é ajustada pelo painel de controle, que é parte do console de controle geral. Antes de serem colocadas na prensa, as chapas são escaneadas e os dados são transferidos para um microcassete, que gerencia a liberação de tinta de acordo com valores pré-estabelecidos.


A prensa offset rotativa que imprime a How Stuff Works Express  tem 35 metros de comprimento e pesa 227 toneladas - mais que 150 caminhonetes Camry da Toyota! O processo se inicia com um enorme rolo de papel que é alimentado através de quatro grupos de cilindros. Cada cilindro adiciona uma cor específica, começando com preto e continuando com ciano (azul), magenta (vermelho) e, por fim, o amarelo.


A prensa pode rodar a uma velocidade de até 50 mil impressões por hora


A qualidade da impresão é verificada com freqüência pelo operador de prensa

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Flexografia: um carimbo muito caro?


Nenhum processo de impressão pode traduzir melhor a inventividade do homem do que a impressão flexográfica. A princípio, tão técnica quanto um mero carimbo de borracha manual e, nos dias atuais, crescendo vertiginosamente de 2% a 3,5% ao ano, no mundo todo.

A origem do processo flexográfico de impressão tem sido exaustivamente discutida, com pouco efeito, de fato. Sabe-se apenas que a flexografia é um amadurecimento do processo de impressão anilina, manual e rudimentar.
Um tipógrafo chamado Sperling aprimorou, em meados de 1800, o processo de impressão anilina, com a utilização de clichês de borracha vulcanizada empregados numa máquina impressora bastante primária, para a impressão de papéis para embalagens. O fabricante Ostdeutschen Gummiwerken teve sua fabrica tomada pelas chamas, em 1935, e dessa máquina não restou sequer uma ilustração.
A esta altura, surgem as primeiras controvérsias. Os ingleses têm documentos comprobatórios de que a origem do processo flexográfico data do final do século XIX, pela Sociedade Comercial Bibby, Barons
& Sons Ltd. Os registros históricos, no entanto, apontam para uma versão primitiva da impressão flexográfica, no ano de 1860, nos Estados Unidos.
O desenvolvimento propriamente dito da flexografia tal como a conhecemos hoje data do início do século XX, por parte dos fabricantes de máquinas Holweg, Windmoller & Holscher, Fischer & Krecke dentre outros. No início dos anos 20, uma empresa americana combinou a primeira máquina impressora flexográfica com uma máquina de produção de sacos de papel de fundo quadrado, obtendo assim o primeiro módulo conjugado em linha da história das embalagens.
As tintas desenvolveram-se por fim, em meados dos anos 50, assumindo o pigmento como elemento corante e agregando valor às exigências técnicas dos produtos impressos. No fim do mesmo decênio, a flexografia conheceu aquele que revolucionaria de uma vez toda a sua história: o fotopolímero.

Evolução e confusão

Jamais esqueçamos que a flexografia é bisneta do carimbo de borracha. E traz consigo seu maior defeito genético: o squash (esmagamento) de impressão, um halo indesejável nos contornos dos grafismos, provenientes da pressão de impressão.
Em outras palavras, um clichê compressível que, ao ser pressionado sobre o papel, impele a tinta para as extremidades (bordas) dos grafismos em relevo da fôrma de impressão, em virtude das diferenças de
compressibilidade da fôrma e resiliência do suporte a ser impresso.
A tecnologia incumbiu-se de suplantar essa deficiência através de paliativos extremamente eficientes, como fitas adesivas acolchoadas, controles acurados de pressão entre rolos e clichês fotopolímeros com características especiais.

A força da flexografia


A possibilidade de variar a repetição do módulo da imagem, mudando o diâmetro do cilindro porta-clichês e da fôrma de impressão é uma vantagem relevante. Permite à flexografia uma boa competitividade em nichos específicos como embalagens, produtos com papelcartão e papelão ondulado, nos quais a necessidade de repetições variáveis é premente. Outra virtude não menos importante é a flexibilidade para imprimir os mais variados suportes, de durezas e superfícies diferentes, bastando somente adequar a dureza da fôrma relevográfica ao suporte a ser impresso.
Indubitavelmente, o anilox, cilindro reticulado responsável por distribuir uniformemente a película de tinta sobre a fôrma de impressão é a chave do processo flexográfico. Uma faca de dois gumes que, ao mesmo tempo em que permite um controle exato da película de filme da tinta, requer uma série de cuidados processuais e atenção entre a relação da lineatura do anilox com a lineatura do clichê.
A utilização de tintas líquidas altamente secativas, a base de água, solvente ou curadas por luz UV permite a produção em altas velocidades, com excelente repetibilidade, aliada, é claro, a um controle de processos eficiente e abrangente. Façamos menção ainda à flexibilidade do processo e das máquinas impressoras para incorporar sistemas de acabamento inline, como a formatura de sacos e sacolas, caixas, acabamento editorial, revestimentos, laminação, dentre muitos outros. A flexografia lidera o mercado no que toca à versatilidade em agregar operações de conversão e inline finishing.

Os contras da flexografia

Além do problema de squash citado anteriormente, temos a tendência da indústria em utilizar o mesmo cilindro anilox para todo o tipo de trabalho a ser impresso. Esse hábito infeliz faz-nos crer que o anilox deverá apresentar uma ótima cobertura de tinta e uma boa gama de densidades sobre os mais variados suportes, duros ou macios, regulares e irregulares, absorventes e nãoabsorventes, o que na prática quase nunca acontece.
O custo elevado de insumos flexográficos também limita os usuários desse processo. Afinal, um clichê de fotopolímero ou um sleeve efetivamente bons, cilindros anilox e seus custos de limpeza e manutenção, lâminas raspadoras do conjunto encapsulado e fitas-dupla-face tecnicamente recomendadas resultam num valor considerável, no custo final do produto.
Atualmente, todos os processos de impressão permitem a adoção de fluxos de trabalho digitais, o que amortiza em parte o custo de obtenção das fôrmas de impressão. O mito de que os cilindros de rotogravura eram muito mais dispendiosos que as chapas de fotopolímero já foi em muito superado.
Em alguns casos, o cilindro de rotogravura é muito mais barato que o clichê flexográfico.
Porém, somando-se os prós e contras da flexografia, o processo é extremamente viável economicamente, em nichos específicos de mercado, como a impressão de rótulos e etiquetas (narrow web) e embalagens (wide web). A impressão de produtos editoriais também é possível, muito embora ainda tenha sido pouco explorada em nosso país.

Retículas para flexografia

A diferença gradual das inclinações de retículas entre cores deve ser de no mínimo 30 graus. Um valor inferior a esse certamente resultaria no moiré, padrão gerado a partir da interferência entre dois ou mais padrões diferentes sobrepostos.
Como opção, a retícula de freqüência modulada (FM Screen ou estocástica) poderia ser aplicada à imagem digital, evitando o moiré através da distribuição aparentemente randômica dos pontos de retícula.
Infelizmente, a retícula estocástica não se comporta bem no processo flexográfico, ocasionando entupimento nas áreas de máximas e meios-tons. Retículas híbridas vêm minimizar o moiré e proporcionar uma imagem de alta qualidade, com a mescla das retículas convencional (nas áreas de máxima e meio-tom) e estocástica nas áreas de mínimas ou altas luzes.
O ângulo da retícula do cilindro anilox também deve ser considerado. Inicialmente, as gráficas adotavam uma inclinação de 45 graus — esse valor foi substituído por 60 graus, com uma configuração de inclinações geralmente assim empregada:
- Amarelo, 82,5º
- Magenta, 67º
- Cyan, 7,5º
- Preto, 37,5º
A relação entre a lineatura do cilindro anilox em relação à lineatura dos clichês é de quatro a cinco vezes maior do primeiro em relação ao último, em função do tipo de ponto utilizado.

CtP para flexografia

Uma tecnologia polêmica em todos os campos de utilização, o CtP para flexografia é uma realidade, mas com restrições. Poderíamos resumir essas restrições em custo.
Infelizmente, a realidade do nosso país é voltada exclusivamente para o segmento de offset. Rotogravura e flexografia têm investimentos relevantes em equipamentos, mas deixam a desejar muito em investimento técnico (treinamento, atualização das informações, etc.). Calibrados como imagesetters, os sistemas CtP são, na maioria das vezes, inadequados para o perfil da flexografia, apresentando o default da impressão offset.
Os dispositivos de medição das densidades em chapas flexográficas ainda deixam muito a desejar, tanto em velocidade quanto em exatidão. Felizmente, softwares de calibração e compensação têm contornado o problema, adequando as densidades das fôrmas aos resultados impressos de fato.


Prospecção

É cansativo ouvir há mais de 10 anos as previsões de crescimento da flexografia no Brasil e no mundo. Dissertar sobre o potencial do processo de impressão flexográfico é cair na obviedade. O crescimento da flexografia é uma constante.
Os sistemas CtP certamente se desenvolverão ainda mais, tanto no que toca ao equipamento quanto às chapas de fotopolímero e dispositivos de medição e controle. O avanço será acompanhado simultaneamente pelos softwares de calibração e gerenciamento. Novos conceitos de processamento e revelação de chapas isentos de solventes e VOC’s (componentes tóxicos liberados na atmosfera) também permanecerão e, certamente, o enfoque será tão ou maior que o processo digital.
O controle cada vez mais acurado da pressão de impressão e performance da fôrma durante a impressão alia-se ao desenvolvimento de sleeves especiais e máquinas impressoras sem engrenagens.
As máquinas impressoras flexográficas de outrora há muito deixaram a simplicidade de operação e agregaram novos módulos diferenciados, como serigrafia rotativa, laminação a frio e a quente e lenticular graphics.
Não importa quem foi de fato o inventor da flexografia. Quem quer que tenha sido e também quem não o tenha, todos devem estar certamente satisfeitos com os resultados atuais e com as boas previsões da flexografia, que cresce surpreendentemente, num mercado tão competitivo e num contexto econômico tão difícil.


Aislan Baer é gerente técnico da RotoFlexo & Conversão, sócio-diretor da ProjetoPack & Associados e técnico especialista em rotogravura e flexografia da ABTG.


GLOSSÁRIO

Lenticular graphics – Recurso de acabamento de alto impacto visual, no qual o plástico lenticular é laminado sobre o material impresso, gerando efeitos diferenciados como fusão de imagens, 3D e zoom.
Resiliência – Propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

História do design gráfico


A história do design gráfico, enquanto área do conhecimento que investiga a evolução do design gráfico, existe mesmo muito antes de haver uma palavra para design. A crença de que a história e a crítica do design são novas áreas de investigação é um engano, segundo o historiador-designer Philip Meggs: "a crítica de design e a (investigação da) sua história já existe desde o século XVI". Meggs faz parte de uma tradição recente de historiadores que concluíram que a forma como se compreende a história do design gráfico não depende da estrutura tradicional da história da arte.

Em seu livro A History of Graphic Design, Meggs dá uma introdução esclarecedora para a história do design gráfico: "Desde a pré-história, as pessoas têm procurado maneiras de representar visualmente idéias e conceitos, guardar conhecimento graficamente, e dar ordem e clareza à informação. Ao longo dos anos essas necessidades têm sido supridas por escribas, impressores e artistas. Não foi até 1922, quando o célebre designer de livros William Addison Dwiggins cunhou o termo "designer gráfico" para descrever as atividades de um indivíduo que traz ordem estrutural e forma à comunicação impressa, que uma profissão emergente recebeu um nome apropriado. No entanto, o designer gráfico contemporâneo é herdeiro de uma ancestralidade célebre."

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_design_gr%C3%A1fico