sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Impressão Offset - Sistema de impressão Planográfico

Impressão Offset - Sistema de impressão Planográfico
http://www.fernandocaparroz.hpg.ig.com.br/offset/impressaooffsetoficial.htm

A Impressão Offset originou-se da evolução do sistema de impressão Litográfica, que foi "inventada" por Alois Senefelder no ano de 1798, na cidade de Munique na Alemanha.

O termo Litografia origina-se do grego, onde:

Litos = pedra
Grafe = escrever.

No processo "usava-se" uma pedra porosa, onde as letras ou figuras eram marcadas a lápis ou pincel,
aplicava-se graxa ou óleo de linhaça sobre as imagens e depois umedecia-se a pedra.
A água aderia-se às partes não cobertas pela graxa e óleo, protegendo essas partes de modo a impedir que a tinta se espalhasse por toda a pedra quando aplicada.
Em seguida colocava-se folhas de papel sobre a pedra decalcando a imagem (impressão direta) .
Isso é possível porque a área de imagem (grafismo) é Lipófila e a área sem imagem (contra-grafismo) é Hidrófila.


- Hidrofilia: afinidade que certos materiais tem com a água.
- Lipofilia: afinidade que certos materiais tem com corpos gordurosos.
 

Evolução do Processo Litográfico

Mais tarde, esse processo de impressão foi aperfeiçoado e foram inventadas máquinas cada vez mais rápidas.

O último aperfeiçoamento da impressão Litográfica foi o uso da matriz de zinco ao invés da pedra.
Hoje em dia esse processo de impressão esta deixando de ser usado, devido as facilidades da Impressão Offset, que é muito mais rápida e oferece melhor qualidade aos trabalhos.
Impressão Offset

A impressão offset é a impressão litográfica aperfeiçoada e automatizada, porém a um fator diferenciado e importante: a impressão offset é indireta.
Na impressão litográfica, o papel recebe a imagem diretamente da pedra ou da chapa de zinco através de um cilindro de pressão.
Já na impressão offset, o suporte recebe a imagem de uma borracha intermediária (cauchu ou blanqueta) entre o cilindro porta chapas e o cilindro contra pressão.

A impressora offset (plana) possui três cilindros que formam a unidade de impressão, sendo eles:

- Cilindro porta chapas
- Cilindro porta cauchu
- Cilindro contra pressão


O cilindro porta chapas é responsável pela acomodação da chapa (matriz / forma), sendo construído de aço ou ferro. O cilindro porta chapas possui um vão onde estão localizadas as pinças, que são responsáveis em "prender" a chapa no cilindro através dos lados que chamamos de pinça e contra-pinça.

O cilindro porta cauchu tem a função de fixar o cauchu, o cauchu é uma borracha que recebe a imagem entintada da chapa e passa essa imagem para o papel

Já o cilindro contra pressão é responsável em realizar a pressão necessária para a transferência da imagem do cauchu para o papel. Esse cilindro deve entrar em pressão quando a folha estiver passando entre o cauchu e o cilindro de pressão.
 


Evolução da Impressão Offset

Antes das impressoras offset serem "inventadas", pouco antes de 1900, havia-se tentado aumentar o rendimento da litografia com o emprego das impressoras chamadas "Roto-Diretas". Elas utilizavam zinco fixado em volta de um cilindro grande equipado com um sistema de tintagem e molhagem. Um pequeno cilindro margeava a folha, que entrava assim diretamente em contato com a chapa (impressão direta), com alimentação manual.
O rendimento de impressão atingia de 1.500 a 2.000 folhas por hora.
Impressora Offset de uma cor

No início de 1900 via-se em diversas revistas técnicas americanas, artigos publicitários de máquinas offset fabricadas por empresas tais como: HOE, WALTER SCOTT e HARRIS. Em outubro de 1910 a HARRIS já propunha cinco tipos de máquinas offset. A velocidade máxima garantida pelo fabricante era de 5.000 folhas por hora.
Nesse mesmo ano, os seis formatos fabricados por outra empresa (WALTER SCOTT) iam de 70 x 75 cm a 95 x 145 cm.
Para a época, 1910, parecia um sonho quando víamos a proposta de uma máquina offset imprimindo 5.000 folhas por hora. Isso mostra que a publicidade já aceitava muitas coisas nessa época.
Essas máquinas foram por muito tempo de difícil manejo, devido à falta de recursos, e principalmente pela instabilidade do seu funcionamento. Atualmente ainda existem máquinas fabricadas em 1920 que imprimem excelentes serviços. Isso prova que desde o início a parte mecânica da máquina era mais importante que os métodos de obtenção das chapas. Sendo que a partir da década de 1920, os métodos fotográficos permitiam uma maior regularidade no trabalho.

A evolução do processo foi sem dúvida muito rápida. Em todos os pontos do planeta estavam sendo realizados estudos para desenvolver máquinas cada vez mais rápidas e com melhor qualidade.
Com isso não demorou para surgirem máquinas fabulosas, que eram capazes de realizar a impressão de duas, quatro e até seis cores em uma única passagem da "folha" pela máquina, sendo posteriormente desenvolvidas máquinas de extração; são máquinas que tem o recurso para realizar a impressão na frente e no verso em uma única passagem pela máquina, como por exemplo: duas cores na frente e duas cores no verso, quatro cores na frente e uma cor no verso, ou ainda outras combinações.





Com a introdução da eletrônica e da informática a evolução das máquinas foi ainda mais espantosa, foram elaborados sistemas que possibilitam o controle da impressora através de computadores, sistemas que o operador pode realizar o controle da carga de tinta nos diferentes pontos da chapa conforme a necessidade, realizar o encaixe das cores, mudanças de pressão conforme a espessura do suporte, de formatos de entrada do suporte, limpeza do contra pressão e do cauchu, e muitos outros recursos através de simples toques nos teclados dos computadores (comando a distância).





Hoje em dia estão sendo realizados estudos para facilitar e melhorar a impressão, sendo que os principais estudos estão sendo voltados para o maior problema da impressão offset, o equilíbrio entre água e tinta.

Muitas chapas, tintas e dispositivos de máquina já foram elaboradas para facilitar esse equilíbrio, mas já existem impressoras offset que não requer água para realizar a impressão (water less) porém este sistema ainda não é muito utilizado. No sistema "water less", o que possibilita a impressão sem água é a chapa, que possui uma camada superficial de silicone e uma base "de alumínio", sendo a imagem gravada através de raio "laser" ou através de exposição convencional, sendo o silicone perfurando até a base de alumínio após a exposição, formando minúsculos orifícios (alvéolos). Sendo o cilicone lipófobo (repele corpos gordurosos) e a base de alumínio lipófila (atrai corpos gordurosos) a tinta "pegara" apenas nas áreas perfuradas (imagem). A impressora tem que manter uma temperatura baixa e constante para não "derreter" o cilicone que é sensível ao calor. (ver water less)
Existem também outros sistemas de impressão offset "water less" além do mencionado acima, e outros estão sendo desenvolvidos por todo o mundo.
A evolução não foi apenas em impressoras planas, foi também em impressoras rotativas (que utilizam bobinas), sendo que existem impressoras rotativas fabulosas, com altíssima tecnologia.


Componentes básicos de impressoras offset plana:

Os componentes (partes) principais de uma impressora offset são: mesa de alimentação, mesa de margeação, grupo impressor, mesa de recepção.
Sistema de alimentação

É responsável em conter as folhas (suportes) a serem impressas, sendo que quando acionada retira uma folha de cada vez e de forma constante da "pilha" de suporte que foi previamente formada.
É composta basicamente por bombas de ar (que realizam através de sopros o desfolhamento do suporte, e através de sucção promove a retirada do suporte da pilha, mandando-o para a mesa de margeação), de aparadores frontais e laterais para manter o suporte sempre alinhado, além de palhetas e escovas para auxiliar no desfolhamento.






Mesa de Margeação
É responsável em margear as folhas a serem impressas, ou seja, fazer com que todas as folhas entrem exatamente na mesma posição no grupo impressor para não ter variação no encaixe das cores e nem variação na hora do corte no acabamento.
É composta basicamente por roldanas e cadarços (guias) , que conduzem o suporte até o esquadro frontal, onde o mesmo será margeado frontalmente, e por um esquadro lateral que realizará a margeação no sentido lateral.




Grupo Impressor
É o coração da impressora, o local onde ocorrerá a transferência da imagem para o suporte (impressão), é um conjunto muito complexo com inúmeras regulagens, possui uma precisão incrível.
Existem diferenças entre cada fabricante, mas é composto basicamente por cilindro porta-chapas, cilindro porta-cauchu e cilindro contra-pressão. Além do sistema de molhagem, que é responsável em umedecer a chapa nas áreas sem imagem (contra-grafismo) para que essas áreas não recebam tinta, e do sistema de tintagem, que é responsável em entintar as áreas de grafismo (lembrando que essas áreas não aceitam água).




 
Sistema de Recepção
É responsável em receber e manter alinhado o suporte após passar pelo grupo impressor.
É composto basicamente por guias e correntes que recebem o suporte das pinças do contra-pressão e transportam até a mesa de recepção, onde o suporte é alinhado por aparadores frontais e laterais.





http://www.fernandocaparroz.hpg.ig.com.br/offset/impressaooffsetoficial.htm

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Imprimindo cartões de Natal

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Serigrafia popularmente chamada de Silk-screen !

Serigrafia ou silk-screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada, pela pressão de um rodo, através de uma tela preparada, normalmente de seda ou nailon. A tela é esticada em um bastidor de madeira ou aço.

O processo pode ser utilizado para impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies (cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores.

Também pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).Muitas aplicações industriais são viabilizadas pelo uso do processo de serigrafia. Com o desenvolvimento de equipamentos e suprimentos serigráficos, além da utilização do computador, atualmente é possível obter impressões com grande fidelidade em relação à matriz.
fonte:WIKIPEDIA

tela ainda sem uso      colocando a tinta     imprimindo

acabada a impressao     o resultado final
Flickr cicciostoky


Serigrafia Artistica

Na tradição artística Ocidental a obra gráfica original pode encontrar-se, de forma rica e expressiva, em autores como Albrecht Dürer, Goya, Rembrandt e em alguns notáveis contemporâneos, tais como Matisse, Picasso, Dali, Miró e Tápies...

Cada um destes criadores, a seu tempo, utilizou técnicas várias, que hoje englobamos na esfera conceptual de obra gráfica: várias modalidades de gravura, litografia e, para os autores mais actuais, a serigrafia.
A realização das obras implica não apenas a intervenção directa do autor em várias fases de processo criativo como ainda o controlo qualitativo dos exemplares e sua autenticação final, por forma a garantir tanto a autoria como o carácter restrito e irrepetível das edições.

Deste modo, cada exemplar será assinado e numerado segundo uma ordem progressiva que irá de 1 até ao número total da tiragem (1/150, 2/150, ......150/150).

No procedimento comum de numeração a expressão 7/200, por exemplo, indicará que o exemplar respectivo é o sétimo de uma tiragem limite de 200.

Convém notar que esta sequência numérica não significa qualquer diferença de valor ou de ordem de tiragem.

fonte: www.cps.pt

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tampografia



É um processo de impressão por transferência indirecta de tinta, a partir de um cliché gravado em baixo relevo com o motivo a ser impresso, por um tampão (almofada) de silicone.

Oferece a maior definição e precisão em traços de linhas finas, o que faz com que seja um processo muito versátil e utilizado para imprimir em superfícies cilíndricas, curvas ou planas, regulares ou irregulares.
 
Aplicações típicas incluem brinquedos, relógios, aparelhos electrónicos, electrodomésticos, vidrarias, brindes e outros.

A Tampografia foi inventada no século XIX, pela corte inglesa. Com um sistema rudimentar de tampões em gelatina, para decorar as vasilhas da Rainha Vitória. Nos anos de 1950, se desenvolveu ao nível industrial, inicialmente com a decoração de relógios de pulsos suíços.

Basicamente é um sistema de impressão que permite transferir figuras, palavras, desenhos, fotografias, etc. desde um baixo-relevo a uma superfície que pode ser bem plana ou bem irregular, como uma casca de noz, por exemplo.

Pelo processo tampográfico é possível imprimir em qualquer superfície e material.


Sistema de tinteiro aberto:
                                     
A máquina trabalha com uma espátula que empurra a tinta para o cliché e quando retorna, raspa o excesso de tinta com uma lâmina, deixando apenas a tinta necessária à impressão nas áreas de baixo relevo do cliché.

Depois desta passagem, o tampão de silicone desce até ao cliché, retirando a tinta e transferindo-a para a peça.
 


Sistema de tinteiro fechado:
  
Neste sistema as lâminas são substituídas por um reservatório de formato cilíndrico, onde é colocada a tinta. Esse reservatório encontra-se sobre o cliché.

O trabalho de raspagem é feito pela própria borda do reservatório que é fabricada em cerâmica, dando-lhe resistência e durabilidade.

Após esta passagem, como no sistema aberto, a tinta que ficou nas áreas de baixo relevo do cliché é transferida através do tampão de silicone para a peça.
 



Qual a diferença entre serigrafia e tampografia?

Basicamente são sistemas de impressão que se complementam muito bem. A tampografia é muito utilizada actualmente para imprimir superfícies irregulares, onde seria difícil imprimir em serigrafia.

Para a impressão de grandes áreas, é mais recomendada a serigrafia, assim como para fundos que necessitam de grande cobertura de tinta.



Quais as vantagens na tampografia?
 
1) Altíssima qualidade de impressão em grafismos e traços finos,
 
2) Possibilita impressões em superfícies irregulares, côncavas, convexas e em degraus;
 
3) Processo de impressão contínua, sem necessidade de constantes paragens para acerto na qualidade de impressão, permitindo uma elevada produção horária;

4) Índice mínimo de rejeição de peças, e com possível recuperação, ocasionando economia de material e ganho de produção;
 
5) Número extremamente elevado de impressões com o mesmo cliché, e possibilidade de impressão até 4 cores na mesma máquina.
 


Onde aplicar a impressão tampográfica?
 
A impressão TAMPOGRÁFICA pode ser realizada em peças compostas de termoplásticos, metais, vidros, madeiras, couro etc. Sendo utilizada na Indústria eléctrica, electrónica, brinquedos, brindes em geral, embalagens, utensílios domésticos, peças técnicas (escala métrica, termómetro, instrumentos de medição, etc.), na indústria automobilística, óptica, calçados, enfeites, relógios e outros.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Testando uma impressora offset


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Escrito por Antônio Paulo Rodrigues Fernandez   
  
Saiba quais são os testes que podem ajudá-lo a melhor avaliar uma impressora offset usada, no momento da aquisição.

Figura 1
No momento da compra de uma impressora usada, o gráfico precisa contar com algum método para checar se o equipamento se encontra em bom estado de conservação. Um teste de impressão não pode ser fei­to com qualquer tipo de imagem. Para que even­tuais problemas possam ser evi­den­cia­dos, é indispensável que o teste seja fei­to com uma imagem adequada a esse tipo de diag­nós­ti­co, caso contrário de­fei­tos mecânicos podem ser “disfarçados”, mesmo que sem a intenção do vendedor. É importante lembrar que os testes descritos neste artigo não oferecem garantia absoluta de que o equipamento está nas melhores condições.
A impressão de um teste não dispensa a análise dir
Figura 2
eta, mi­nu­cio­sa, de um mecânico ex­pe­rien­te em máquinas gráficas. Esse pro­fis­sio­nal deve ins­pe­cio­nar detalhadamente engrenagens, man­cais e ei­xos, analisando folgas, desgastes, trincas etc. Deve também verificar a superfície de cada um dos cilindros impressores bem como os ­anéis ­guias, quando for o caso. O mecânico deverá, também, checar os rolamentos dos sistemas de tintagem e molhagem, bem como os diâ­me­tros e dureza dos rolos, sempre tomando como referência as especificações do fabricante da máquina. Também devem ser verificados os sistemas de alimentação, mar­gea­ção e saí­da.

A seguir, descrevemos testes simples e o que pode ser verificado em cada caso. Chapado seco
A simples impressão de um chapado pode revelar manchas localizadas. Se forem cau­sa­das por blanqueta ou calços amassados (figura 1), a solução é simples. No entanto, se após a subs­ti­tui­ção desses itens as manchas persistirem (figura 2), pode se tratar do cilindro impressor ou do porta-​blanqueta amassado e mal res­tau­ra­do.

O chapado seco também au­xi­lia a verificar a dis­tri­bui­ção de tinta na direção pinça/contrapinça. Toda impressora apresenta um pou­co de irregularidade de ti
Figura 3
ntagem. A análise do teste, vi­sual e com o au­xí­lio de um densitômetro, permite ao impressor identificar onde há mais e menos tinta em função da condição mecânica do equipamento. Se a diferença for exagerada, o teste pode revelar um de­fei­to da máquina não acei­tá­vel (figura 3).

Área contínua a 75%. Trata-​se da impressão da área total, com uma retícula uniforme, de 75%, ponto quadrado, com uma li­nea­tu­ra entre 150 lpi e 200 lpi (figura 4). Esse tipo de imagem é mui­to sensível a qualquer tipo de irregularidade mecânica. A análise vi­sual desse teste pode revelar:
  • Irregularidade nos calços (calços amassados)
  • Desgastes ou falha de usinagem na superfície dos cilindros impressores
    Figura 4
  • Desgaste ou falhas de con­ti­nui­da­de nos ­anéis ­guias
  • Irregularidades na borracha dos rolos de tinta ou de molha (excentricidade, convexidade, concavidades e va­ria­ção de dureza).
  • Irregularidades nos ei­xos e batentes de ­apoio dos rolos de molha e tintagem (torção, formação de curva, trepidação e engripamento de rolamentos)
  • Falta ou excesso de folga entre as rodas dentadas, dentes ava­ria­dos
  • Im­per­fei­ções em ei­xos, man­cais e rolamentos
  • Problemas no transporte das folhas
Figura 5
A figura 5 mostra manchas conhecidas como “marcas de per­sia­na”, que podem de­nun­ciar pou­ca folga entre os dentes das engrenagens. Esse problema mecânico pode ser cau­sa­do pelo desgaste excessivo dos ­anéis ­guias. Outra cau­sa frequente das “marcas de per­sia­na” pode ser vibrações nas engrenagens, resultado de excesso de pressão ou do uso de menos calços na blanqueta do que o recomendado.

Figura 6
Pode ocorrer de um dos rolos tintadores estar marcado ou desregulado de tal forma que durante o processo de impressão o mesmo bate na borda do fim do vão do cilindro portachapas, cau­san­do manchas de impressão, as ­quais tendem a mudar li­gei­ra­men­te de posição a cada giro do cilindro (figura 6).
Duplagem dos pontos pode transformar a área de 75% num chapado (figura 7). Lembramos, no entanto, que duplagem é diferente do ganho de ponto cau­sa­do por excesso de tinta ou de pressão. A análise com um conta-​fios permite ao impressor di­fe­ren­ciar os dois fenômenos.
Figura 7
Grafismo fantasma
Permite verificar:
  • Falhas na inter-​relação dos sistemas de molhagem e tintagem
  • Regulagens de pressão dos rolos de tintagem e molhagem
  • Even­tuais falhas de dis­tri­bui­ção de tinta
  • Capacidade do equipamento de eliminar manchas de impressão
A figura 8 ilustra o “grafismo fantasma” impresso em condições ­ideais.
Falhas de regulagem do sistema de molhagem ou tintagem; rolos com diâ­me­tros in­fe­rio­res ao especificado pelo fabricante ou, ain­da, rolos com dureza fora do padrão podem cau­sar manchas na re­gião do “grafismo fantasma”, como mostra a figura 9.

Figura 9
Figura 8





Milimetrado
Possibilita verificar a condição de registro entre unidades de impressão. Numa impressora monocolor pode-​se observar o esquadrejamento das folhas durante a impressão (figura 10).
Falhas no transporte das folhas entre as unidades podem provocar problemas de registro e duplagem. As linhas do milimetrado que de­ve­riam, em condições ­ideais, se sobreporem per­fei­ta­men­te nas duas unidades, se apresentarão como mostrado na figura 11. O papel a ser usado nos testes descritos aqui devem ser, de preferência, o cou­ché brilho de 90 g/m² a 120 g/m². As melhores cores para impressão: cyan para o chapado seco, preto para a área de 75%, e magenta para o “grafismo fantasma”. Já no teste com milimetrado deve-​se usar tintas diferentes em cada unidade impressora.
Figura 11

Figura 10







O engenheiro Antonio Paulo Rodrigues Fernandez é técnico de Ensino da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

domingo, 2 de outubro de 2011

Como funciona a impressão offset (continuação)

Acabamento

O acabamento é onde o produto impresso é finalizado. Os enormes rolos de papel, agora impressos, são cortados e agrupados na ordem correta das páginas para serem unidos com grampos ou cola. No caso da How Stuff Works Express, uma máquina chamada de "grampeador" agrupa os papéis impressos e dobrados (os cadernos de impressão) e os mantém assim para que os grampos sejam inseridos.



O "grampeador" agrupa, monta e grampeia as revistas antes delas serem mandadas para o acabamento final. Essa linha de montagem de 14 unidades pode processar até 9 mil livros por hora!

Os componentes finais de uma máquina grampeadora são as facas, que cortam o papel deixando-o no tamanho final de entrega. O produto então está pronto para ser enviado ao destino final.

sábado, 1 de outubro de 2011

Como funciona a impressão offset

O processo criativo

Toda impressão começa com o processo criativo. Escritores, editores, designers gráficos e artistas são o primeiro passo na criação de revistas, jornais, folders, flyers, catálogos e outros materiais impressos. A equipe criativa da How Stuff Works Express inicia o trabalho meses antes da data de publicação de cada edição. Os tópicos dos artigos são definidos e os escritores designados. Regras específicas sobre o tamanho dos textos e a aposta em recursos gráficos mantêm os artigos curtos, informativos e interessantes. Os editores ajudam a manter o foco e o processo em constante avanço.
Uma vez desenvolvido o texto, as figuras são criadas. Praticamente todas as ilustrações são desenvolvidas exclusivamente para a How Stuff Works Express. Muitas teleconferências entre o autor, o ilustrador e o diretor de criação conduzem o trabalho do desenho conceitual à arte final.


Desenho conceitual de uma máquina do tempo a lápis


Desenho final colorido
Quando um artigo é escrito, arte-finalizado e aprovado, cada parte é enviada eletronicamente para o diretor de criação, que desenvolverá o layout. Ele determinará em que página uma história irá aparecer, onde a arte ficará em relação ao texto e, em algumas publicações, onde ficará a publicidade. Freqüentemente, existem decisões difíceis a serem tomadas sobre a melhor maneira de encaixar o texto e as ilustrações em um espaço tão limitado. Como na criação de um filme, parte do material acaba sendo inutilizada.

Por fim, após o layout de cada página ter sido finalizado, editado e revisado, um arquivo digital do documento inteiro é criado para ser enviado à gráfica. Para isso, normalmente grava-se um CD, mas também podem ser usados arquivos Zip, ou File Transfer Protocol (FTP - Protocolo de Transferência de Arquivos). 



Capa da How Stuff Works Express em arquivo digital para a gráfica

O processo de impressão

São nove os mais importantes processos de impressão: litografia offset, gravura, termografiareprografia, impressão digital, impressão tipográfica, tela, flexografia e rotogravura. Praticamente todas as gráficas comerciais utilizam a litografia offset, mas a qualidade final do produto deve-se normalmente ao direcionamento, experiência e equipamento que a gráfica possui.
A litografia offset é baseada no princípio de que tinta e água não se misturam. As imagens (palavras e ilustrações) são colocadas em chapas (veja a próxima seção para saber mais) que são umedecidas em água e depois em tinta. A tinta adere à área da imagem e a água à área sem imagem. A imagem é então transferida a uma placa de borracha e dela para um papel. Por isso, esse processo é chamado "offset" (fora de lugar), uma vez que a imagem não passa direto da chapa para o papel como acontece na impressão de gravura.

Produção de pré-impressão

Antes de poder ser impresso, o documento deve ser convertido em filmes e chapas. No caso da How Stuff Works Express, os filmes negativos são criados a partir de arquivos digitais. As imagens dos negativos são transferidas para chapas de impressão de uma maneira muito semelhante a qual as fotos são reveladas: permite-se que uma quantidade específica de luz passe pelos negativos para expor a chapa que, exposta à luz, sofre uma reação química que faz com que uma camada que aceita tinta seja ativada. Isso resulta na transferência da imagem do negativo para a chapa.

Os negativos com cor são colocados lado a lado para cada página


Uma cópia em tinta azul é criada a partir dos negativos lado a lado e  utilizada para verificar a posição da imagem antes da impressão
Há vários tipos de materiais que podem ser usados como chapas, como por exemplo o papel, que resulta em um produto de qualidade inferior, e o alumínio, que é o melhor, porém o mais caro.
Cada cor possui uma chapa individual. Mesmo que várias cores estejam presentes no produto finalizado, apenas o preto, o azul, o vermelho e o amarelo cores são utilizados. Esse processo também pode ser chamado de "processo de impressão de quatro cores", algo parecido com o processo de três cores utilizado na televisão.


O olho humano combina quatro pontos de cores individuais em uma única cor



A impressão

O processo de impressão usado para imprimir a How Stuff Works Express é chamado de litografia offset rotativa. O papel é alimentado pela prensa à medida que é puxado de um rolo em um fluxo contínuo. Cada rolo chega a pesar 1 tonelada. O papel é cortado no tamanho correto após a impressão. A litografia offset também pode ser feita com papel já cortado em prensas alimentadas por folhas soltas. Prensas rotativas imprimem em velocidades muito altas e utilizam folhas de papel de tamanho grande. A velocidade das prensas chega a atingir 50.000 impressões por hora. Uma impressão equivale a uma folha de prensa inteira (96,52 cm x 41,91 cm), o que representa 12 páginas da How Stuff Works Express.


Sistema de alimentação de papel da prensa rotativa mostrando o rolo duplo, momentos antes da união do rolo menor (embaixo) com o rolo maior. Cada rolo pesa aproximadamente 1 tonelada e é suficiente para gerar 9 mil impressões (72 mil páginas impressas).
Mesmo que um rolo de papel de 1 tonelada acabe, a prensa não pára de girar. Os rolos podem ser unidos enquanto a prensa está ligada através de festoons. Festoons são uma série de cilindros que se estendem ao longo de uma torre. Momentos antes da junção de dois rolos, os festoons sobem na torre, puxando grandes quantidades de papel. No momento em que a junção ocorre, os rolos de papel param de girar por uma fração de segundo, que é quando os rolos são presos um ao outro automaticamente. À medida que o novo rolo ganha velocidade, os festoons começam a sair da torre a uma taxa pré-determinada pela velocidade na qual a prensa está operando.


Festoons são uma série de cilindros usados para ajustar a tensão antes e depois da junção de um rolo de papel pequeno e rápido com um rolo grande
A prensa tem de manter um balanço constante entre a força requerida para avançar o papel e a quantidade de contra pressão (resistência), que permite que o papel se mantenha firme e plano enquanto passa pelo equipamento.
O processo de tintagemTinta e água não se misturam: esse é o princípio fundamental da litografia offset. A tinta é distribuída nas chapas por uma série de cilindros. Na prensa, as chapas são umedecidas por cilindros de água e então por cilindros de tinta. Os cilindros distribuem a tinta da fonte respectiva para as chapas.
A área da chapa com imagem recebe a tinta dos cilindros de tinta. Os cilindros de água mantêm a tinta fora das áreas da chapa sem imagem. Cada chapa então transfere sua imagem para uma placa de borracha que, por sua vez, transfere a imagem para o papel. A chapa em si não chega a tocar o papel, daí o termo litografia "offset" (fora de lugar). Tudo isso ocorre a uma velocidade extremamente alta.


Close dos cilindros. A série superior de cilindros transfere a tinta amarela para a placa de borracha (o último embaixo) e dela para o papel que passa horizontalmente sob a placa.
O papel fica ligeiramente molhado devido a toda tinta e água aplicadas. Evidentemente, existe um risco da impressão ficar borrada, o que é evitado pela passagem do papel em um forno a gás cuja temperatura interna fica entre 170º e 200ºC.


O papel é rodado em um forno a aproximadamente 190º C. Isso seca a tinta de forma que ela não possa borrar.
Imediatamente após deixar o forno, o papel passa por uma pequena série de grandes cilindros metálicos pelos quais flui internamente água refrigerada. Esses cilindros de resfriamento esfriam o papel instantaneamente e fixam a tinta no papel. Se isso não fosse feito, a tinta sairia facilmente.
Controle de cor e registroO controle de cor e registro é um processo auxiliado pelo uso de computadores. O registro é o alinhamento das chapas de impressão à medida que elas aplicam suas respectivas porções de cor na imagem que está sendo impressa. Se as chapas não estiverem alinhadas perfeitamente a imagem aparecerá fora de foco e a cor ficará errada. Um computador analisa uma imagem de vídeo da marca de registro que foi colocada na folha de impressão. Cada chapa possui sua própria marca. O computador lê cada uma dessas marcas e faz os ajustes de posição de cada chapa, de forma a atingir um perfeito alinhamento. Tudo isso ocorre várias vezes por segundo, enquanto a prensa está rodando no máximo da sua velocidade.


O RCS (Register Control System - Sistema de Controle do Registro) fornece ajustes constantes à prensa. O computador funciona com uma luz estroboscópica e uma câmera de vídeo para processar as informações de registro de cor constantemente. Ajustes incrivelmente pequenos, medidos em milésimos de centímetro, são feitos aos cilindros de cor para garantido o registro correto.
Controle de cor é um processo que envolve a maneira na qual as tintas são misturadas e fixadas ao registro da chapa. A quantidade de tinta que é liberada em uma unidade depende de quanta tinta é necessária para alcançar uma determinada cor. A tinta é ajustada pelo painel de controle, que é parte do console de controle geral. Antes de serem colocadas na prensa, as chapas são escaneadas e os dados são transferidos para um microcassete, que gerencia a liberação de tinta de acordo com valores pré-estabelecidos.


A prensa offset rotativa que imprime a How Stuff Works Express  tem 35 metros de comprimento e pesa 227 toneladas - mais que 150 caminhonetes Camry da Toyota! O processo se inicia com um enorme rolo de papel que é alimentado através de quatro grupos de cilindros. Cada cilindro adiciona uma cor específica, começando com preto e continuando com ciano (azul), magenta (vermelho) e, por fim, o amarelo.


A prensa pode rodar a uma velocidade de até 50 mil impressões por hora


A qualidade da impresão é verificada com freqüência pelo operador de prensa