Saiba quais são os testes que podem ajudá-lo a melhor avaliar uma impressora offset usada, no momento da aquisição.
 Figura 1 No momento da compra de uma impressora usada, o gráfico precisa contar com algum método para checar se o equipamento se encontra em bom estado de conservação. Um teste de impressão não pode ser feito com qualquer tipo de imagem. Para que eventuais problemas possam ser evidenciados, é indispensável que o teste seja feito com uma imagem adequada a esse tipo de diagnóstico, caso contrário defeitos mecânicos podem ser “disfarçados”, mesmo que sem a intenção do vendedor. É importante lembrar que os testes descritos neste artigo não oferecem garantia absoluta de que o equipamento está nas melhores condições.
A impressão de um teste não dispensa a análise dir
 Figura 2 eta, minuciosa, de um mecânico experiente em máquinas gráficas. Esse profissional deve inspecionar detalhadamente engrenagens, mancais e eixos, analisando folgas, desgastes, trincas etc. Deve também verificar a superfície de cada um dos cilindros impressores bem como os anéis guias, quando for o caso. O mecânico deverá, também, checar os rolamentos dos sistemas de tintagem e molhagem, bem como os diâmetros e dureza dos rolos, sempre tomando como referência as especificações do fabricante da máquina. Também devem ser verificados os sistemas de alimentação, margeação e saída.
A seguir, descrevemos testes simples e o que pode ser verificado em cada caso. Chapado seco
A simples impressão de um chapado pode revelar manchas localizadas. Se forem causadas por blanqueta ou calços amassados (figura 1), a solução é simples. No entanto, se após a substituição desses itens as manchas persistirem (figura 2), pode se tratar do cilindro impressor ou do porta-blanqueta amassado e mal restaurado.
O chapado seco também auxilia a verificar a distribuição de tinta na direção pinça/contrapinça. Toda impressora apresenta um pouco de irregularidade de ti
 Figura 3 ntagem. A análise do teste, visual e com o auxílio de um densitômetro, permite ao impressor identificar onde há mais e menos tinta em função da condição mecânica do equipamento. Se a diferença for exagerada, o teste pode revelar um defeito da máquina não aceitável (figura 3).
Área contínua a 75%. Trata-se da impressão da área total, com uma retícula uniforme, de 75%, ponto quadrado, com uma lineatura entre 150 lpi e 200 lpi (figura 4). Esse tipo de imagem é muito sensível a qualquer tipo de irregularidade mecânica. A análise visual desse teste pode revelar: - Irregularidade nos calços (calços amassados)
- Desgastes ou falha de usinagem na superfície dos cilindros impressores
 Figura 4
- Desgaste ou falhas de continuidade nos anéis guias
- Irregularidades na borracha dos rolos de tinta ou de molha (excentricidade, convexidade, concavidades e variação de dureza).
- Irregularidades nos eixos e batentes de apoio dos rolos de molha e tintagem (torção, formação de curva, trepidação e engripamento de rolamentos)
- Falta ou excesso de folga entre as rodas dentadas, dentes avariados
- Imperfeições em eixos, mancais e rolamentos
- Problemas no transporte das folhas
 Figura 5 A figura 5 mostra manchas conhecidas como “marcas de persiana”, que podem denunciar pouca folga entre os dentes das engrenagens. Esse problema mecânico pode ser causado pelo desgaste excessivo dos anéis guias. Outra causa frequente das “marcas de persiana” pode ser vibrações nas engrenagens, resultado de excesso de pressão ou do uso de menos calços na blanqueta do que o recomendado.
 Figura 6 Pode ocorrer de um dos rolos tintadores estar marcado ou desregulado de tal forma que durante o processo de impressão o mesmo bate na borda do fim do vão do cilindro portachapas, causando manchas de impressão, as quais tendem a mudar ligeiramente de posição a cada giro do cilindro (figura 6).
Duplagem dos pontos pode transformar a área de 75% num chapado (figura 7). Lembramos, no entanto, que duplagem é diferente do ganho de ponto causado por excesso de tinta ou de pressão. A análise com um conta-fios permite ao impressor diferenciar os dois fenômenos.
 Figura 7 Grafismo fantasma
Permite verificar:
- Falhas na inter-relação dos sistemas de molhagem e tintagem
- Regulagens de pressão dos rolos de tintagem e molhagem
- Eventuais falhas de distribuição de tinta
- Capacidade do equipamento de eliminar manchas de impressão
A figura 8 ilustra o “grafismo fantasma” impresso em condições ideais.
Falhas de regulagem do sistema de molhagem ou tintagem; rolos com diâmetros inferiores ao especificado pelo fabricante ou, ainda, rolos com dureza fora do padrão podem causar manchas na região do “grafismo fantasma”, como mostra a figura 9.
 Figura 9  Figura 8
Milimetrado
Possibilita verificar a condição de registro entre unidades de impressão. Numa impressora monocolor pode-se observar o esquadrejamento das folhas durante a impressão (figura 10).
Falhas no transporte das folhas entre as unidades podem provocar problemas de registro e duplagem. As linhas do milimetrado que deveriam, em condições ideais, se sobreporem perfeitamente nas duas unidades, se apresentarão como mostrado na figura 11. O papel a ser usado nos testes descritos aqui devem ser, de preferência, o couché brilho de 90 g/m² a 120 g/m². As melhores cores para impressão: cyan para o chapado seco, preto para a área de 75%, e magenta para o “grafismo fantasma”. Já no teste com milimetrado deve-se usar tintas diferentes em cada unidade impressora.
 Figura 11
 Figura 10
O engenheiro Antonio Paulo Rodrigues Fernandez é técnico de Ensino da Escola Senai Theobaldo De Nigris. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário